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Anunciar o Evangelho, Uma Obrigação Imposta Por Deus


Anunciar o Evangelho, Uma Obrigação Imposta Por Deus
Porque se anuncio o evangelho não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação, e ai de mim se não anunciar o evangelho” (1ªCo 9.16).

No Novo Testamento, a palavra “evangelho” refere-se às boas novas de salvação. Ao anúncio sobre o Reino de Deus, à mensagem de perdão que Deus enviou aos homens.
As boas novas, sobretudo no que se relaciona com a igreja como o plano de Deus para o seu povo, destino e privilégios que incluem como elementos destas boas novas: a salvação, perdão de pecados, a justificação, regeneração, santificação, etc.
Segundo observação de Russel Norman Champlin, o evangelho tem atravessado três fases no decorrer da história: Primeira – nos antigos autores gregos, temos recompensa por trazer boas novas; Segunda – na septuaginta e outras obras, as próprias boas novas; Terceira – no N.T. o evangelho proclama as boas novas sobre Cristo.
O evangelho é chamado de: dispensação da graça de Deus, evangelho da paz, evangelho de Deus, evangelho do reino, evangelho de Cristo, palavra de salvação, pregação de Jesus Cristo, mistério do evangelho, doutrina segundo à piedade, etc. (Ef 3.2; 6.15; Rm 1.1; Mt 24.14; At 13.36; 1ªTm 6.3).
Anunciar o evangelho é uma obrigação imposta por Deus aos seguidores de Jesus Cristo. A tarefa que nos é imposta, contudo, não deve se tornar um fardo pesado, mas, uma obrigação cujo privilégio só é dado aos que foram chamados e vocacionados por Deus.
A despeito de reconhecermos que anunciar o evangelho é uma obrigação que Deus nos impõe, temos que ter pleno conhecimento de que o evangelho é em primeiro lugar o poder de Deus (Rm 1.16). Assim como o apóstolo Paulo, devemos zelar pelo conteúdo do evangelho que anunciamos (1ªCo 2.1,4).
Grande parte da atividade humana visa a obter poder, e, após essa aquisição, o uso do poder. Aqueles que têm poder de autoridade são os governantes, os senhores da sociedade humana. Sabemos que existem muitas formas de poder, mas nenhuma dessas formas de poder sobrepuja o poder de Deus, cuja origem é divina. Os poderes humanos, com freqüência, tendem para miséria e a destruição, mas o poder de Deus tende para a vida e o bem-estar espiritual do ser humano.
Em segundo lugar temos que ter consciência de que o evangelho que anunciamos, a sua pregação inclui: a ação do Espírito Santo que convence as pessoas do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8); inclui o poder de transformar vidas (At 4.13); o poder de levar a efeito a santidade na vida do crente (Hb 12.14); inclui o poder de Deus manifesto por sinais e maravilhas (At 4.29,30); e o poder ativo de Deus para salvar, curar, expulsar os demônios e redimir as almas do poder do pecado.
Em terceiro lugar, precisamos deixar bem claro que o evangelho que nós anunciamos não está encoberto. “Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto” (2ªCo 4.3). Paulo não tinha dúvida, o evangelho da graça (At 20.24) era manifesto. Paulo nos mostra que o deus deste século (2ªCo 4.4) cega os olhos das pessoas para que não vejam a glória do evangelho e creiam em sua verdade para serem salvos. E revela que a solução para esta trágica situação é neutralizar a atividade de Satanás, mediante a intercessão e a pregação do evangelho no poder do Espírito Santo, para que o povo ouça, entenda e decida crer ou não.
A igreja, em parte, está cobrindo o evangelho com o véu da transigência religiosa (2ªCo 4.1,2). Se o leitor tiver o cuidado de ler o texto bíblico citado anteriormente, irá constatar que alguns pregadores do evangelho, andam com astúcia, falsificam o conteúdo da pregação e não são recomendáveis, por causa das intenções de suas mensagens e de seus testemunhos, pondo assim, um véu sobre o verdadeiro evangelho (leia 2ªCo 4.5).
Quem anuncia o evangelho é imposta uma tríplice obrigação:
A primeira é orar. “Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra” (At 6.4; Cl 4.2,3). Todo anunciador ou ministro do evangelho deve orar para que através do seu ministério o evangelho cumpra a sua finalidade: o povo seja salvo (At 2.41; 11.21,24); os novos crentes sejam cheios do Espírito Santo; para fazer notório o ministério de Deus (Ef 6.19); e para que os espíritos malignos sejam expulsos e os enfermos sejam curados (At 5.16; 3.6).
A segunda obrigação de quem anuncia o evangelho é pregar a Cristo. “Mas nós pregamos a Cristo crucificado... lhes pregamos a Cristo poder de Deus e sabedoria de Deus” (1ªCo 1.23,24). Reconhecendo também que pregar o evangelho é uma ordenança divina (Mc 16.15); é fazer notório o mistério de Deus (Ef 1.16).
A terceira obrigação de quem anuncia o evangelho é viver o evangelho. Isso nos fala do compromisso que assumimos com o conteúdo da pregação (2ª Co 4.1,2); fala da disposição e coragem para viver pela fé (Hc 2.4); num esforço constante para não pormos impedimento algum ao evangelho, pelo contrário, devemos contribuir para um maior avanço do evangelho. “... Suportamos tudo para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo” (1ªCo 9.12).
Anunciar o evangelho é uma obrigação cujo peso afeta a vida do pregador. A pressão do dever exige que nos apresentemos aprovados (2ªTm 2.15). Exige que tenhamos alguns cuidados: cuidado para que o nosso ministério não seja censurado (2ªCo 6.3); cuidado para não sermos rejeitados por Deus pela ausência de auto-domínio, abnegação e amor ao próximo... .
O peso da obrigação afeta a vida do pregador porque o confronta a comprometer-se com a obediência. “Mas nem todos obedecem ao evangelho” (Rm 10.16). A obediência leva o pregador a viver em sujeição (2ªCo 9.13); a portar-se de forma digna (Ef 4.1). O peso dessa obrigação o faz renunciar e sacrificar bem materiais; amigos; pais, irmãos e até a própria vida (Mt 10.37; Mc 8.35). A despeito da aflição e perseguição, o pregador do evangelho escolhe o caminho da obediência e do desprendimento (2ªTm 3.12; 4.2). O peso da obrigação de anunciar o evangelho afeta a vida do pregador de uma tal maneira, que os seus ouvidos ouvem nitidamente o som da trombeta da desaprovação divina tocando quando nos omitimos de anunciar o evangelho. “... Ai de mim senão anunciar o evangelho” (1ªCo 9.16c).

Anunciar o evangelho é uma obrigação imposta por Deus. Se a obrigação for feita de boa vontade teremos galardão, mas se pelo contrário, for feita por constrangimento, cumprimos apenas a responsabilidade que nos está confiada (leia 1ªCo 9.17). Que seja dito de nós: “Por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho” (Rm 1.15).

Em Cristo Jesus e porque Ele vive! 

Pr. Antonio José Azevedo

Data: 02-11-2009 14:12:22
Canal: Palavra Pastoral

 
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